a vida costuma trabalhar de formas
inusitadas
o que antes parecia calmaria,
de uma hora pra outra
pode se tornar turbilhão de emoções
desvairadas
como um leve sopro que ao menor
sinal
evolui e se torna
tempestade
fenômeno que varre tudo com força
descomunal
um breve ano afinal
pode parecer
muito
ou até muito
pouco
mas o que não se nega
é que grandes mudanças
pode causar
diante dessa efervescência peculiar
que a vida
parece apresentar
em uma mesma data
uma vida nova pode se
criar
enquanto outra, cansada
enfim repousar
e nessa longa
- ou curta -
rua
pavimentada com um misto de
sensações
no início a vida a
se formar
e ao final outra a
descansar
não se pode deixar de
avançar
pois, afinal,
por mais louca que pareça a
poesia da existência
no ritmo dessa dança
é melhor saber que
o melhor a se fazer é
com a música
dançar.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018
terça-feira, 27 de junho de 2017
estrelinha brilhante
veio já em meio à tormenta
difícil puxar o ar
difícil começar a
lutar
quando pôde, era fraquinho
o ar que entrava,
que saía,
seus movimentos,
seu descansar
a luta
não cessou
só fez aumentar
o cisquinho tinha que
vencer barreiras
gigantes
maiores do que
o imaginável
o cisquinho
lutou
e quando depois de toda uma longa
angústia
cheia de
dores,
descansou e
já não tinha mais
o brilho em seus
olhinhos,
soube que ela finalmente
tinha ido ser aquilo
que ela veio para
ser
um cisquinho
de brilho distante
mas intenso e
cheio de
luz
lá em cima no
céu
a luta ficou por conta
dos que ficaram, pois
a pequenina
virou estrelinha
brilhante
provando novamente
que o céu é, sim,
lugar de
cachorro.
difícil puxar o ar
difícil começar a
lutar
quando pôde, era fraquinho
o ar que entrava,
que saía,
seus movimentos,
seu descansar
a luta
não cessou
só fez aumentar
o cisquinho tinha que
vencer barreiras
gigantes
maiores do que
o imaginável
o cisquinho
lutou
e quando depois de toda uma longa
angústia
cheia de
dores,
descansou e
já não tinha mais
o brilho em seus
olhinhos,
soube que ela finalmente
tinha ido ser aquilo
que ela veio para
ser
um cisquinho
de brilho distante
mas intenso e
cheio de
luz
lá em cima no
céu
a luta ficou por conta
dos que ficaram, pois
a pequenina
virou estrelinha
brilhante
provando novamente
que o céu é, sim,
lugar de
cachorro.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Abri os olhos com uma palavra martelando a cabeça
eu sou nada
nada em meio ao tudo
um fragmento microscópico
daquilo tudo que nada é
um pedaço minúsculo do pó
destinado a vagar incessantemente
em meio àquilo que nada tem
a poeira em cima
da escrivaninha de um cômodo vazio
um suspiro silencioso
que descreve um presságio vazio
aquilo tudo
que nada faz
eu sou nada
e tudo isso
em nada tudo mudou
nada em meio ao tudo
um fragmento microscópico
daquilo tudo que nada é
um pedaço minúsculo do pó
destinado a vagar incessantemente
em meio àquilo que nada tem
a poeira em cima
da escrivaninha de um cômodo vazio
um suspiro silencioso
que descreve um presságio vazio
aquilo tudo
que nada faz
eu sou nada
e tudo isso
em nada tudo mudou
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Terra cinza
para onde foram os lírios? pois em frente vejo só
destruição
para que destino seguiram a grama e os pomares? às
cinzas se fundiram?
pois só vejo cinzas daquilo que foi fogo
fogo que aqui acabou com tudo aquilo que se era bom
de se ver
e enquanto olho, meus olhos parecem não querer
conhecer
aqueles que queriam que conhecêssemos como nossos
proprietários
num momento de fúria, à paisagem causaram dor
e a dor vem em mim agora
forte e
única
porque sei que além dos lírios destruídos
a terra outrora tão bonita e agora arruinada, cinza
e em chamas, infértil e ferida
também foi palco da matança daqueles meus
que comigo dividiam a ceia e
comigo passavam a madrugada e
junto de mim trabalhavam e apanhavam e
sabiam saborear a brisa do final de tarde,
apesar de todo sofrimento;
os que não jazem junto à terra devastada
correram ligeiros tentando alcançar o distante
destino
para, todos sabemos, morrerem logo
pela mão do carrasco
ou pelos dissabores do caminho
oh, as lágrimas em meus olhos
não me impedem de reconhecer, à frente, a cavalo,
aqueles que antes nos açoitavam
mas agora nos destruíram
chegando, golpeando seus animais, com o ódio
demoníaco da destruição
nos próprios olhos;
próprios demônios a galope
de armas em punho e semeando devastação por onde
passam;
e eles vêm em minha direção
estremecendo, sinto no coração
o medo diante de toda esta escuridão
mas minhas pernas não querem mais correr
meu ser não quer mais fugir
e nem um grito consegue subir garganta acima
pois tudo o que vejo e sinto
não passa do frio punho do destino
caindo sobre nós
demônios a galope
olho mais uma vez para o lado, as cinzas a dançar
quilômetros a fio
onde o fogo já não mais se banqueteia
satisfeito pela morte já provocada
demônios a galope
para onde foram os lírios?
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Poema de um mundo inacabado
Oh, ai de mim, que imagino
Um mundo onde a vilania
Não é corriqueira
E a esperança de bondade
Não seja utopia;
Oh, ai de mim por ver,
Ver em mim
Traços daquilo que repreendo,
Momentos de frágil hipocrisia,
Onde sou nada menos
Do que aquilo que se é
O ser humano;
Oh, ai de mim,
Ai de mim por ver,
Por sentir, ai de mim
Por estar vivenciando,
Vivenciar, perceber,
Oh, ai de mim por fazer parte,
Parte de tudo que vejo,
Ai de mim, ser humano,
Que nada mais fiz do que
Continuar contribuindo
Para a preguiçosa e
Egoísta,
Corriqueira vilania.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
vinte e cinco não é para qualquer um
parabéns aos pombinhos que
dentre as dificuldades
completam 25 anos; nesse
tempo geraram,
criaram, educaram e se
alegraram
e, além de qualquer
empecilho pelo caminho,
celebraram.
domingo, 17 de agosto de 2014
um ovo no hambúrguer
chegamos nós três,
sentamos, pedimos e
comemos.
a bebida veio gelada
e várias fotos foram
tiradas.
meu hambúrguer veio com
um ovo dentro
coisa boa, receita da
casa.
nos empanturramos, elas
sorridentes, minha
namorada
e minha irmã.
pedi a
conta. saímos
apreensivos,
queríamos fugir de
mansinho
dele.
andamos apressados e
silenciosos
mas não teve
jeito:
o rapaz que guardava os
carros
surgiu do
nada.
domingo, 10 de agosto de 2014
o saco de maçã
Enquanto
andava para o escritório
um
mendigo que sempre
ficava
por ali
me
pediu “um pão
e
um café” e
agradeceu
com um
“obrigado
irmãozinho” quando lhe
entreguei
minha maçã.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
um pulo até ali
um
pouco mais de café e
poderei
pensar em alguma
maneira
de fazer aquilo que
é
preciso;
levantar
com calma e
cuidado,
tirar
a roupa devagar
entrar
em baixo do
chuveiro
e
lavar
as
feridas.
elas
reclamam, gritam, doem,
mas
as danadas precisam
disso.
então,
um pouco mais de
café.
o
sabonete não vai se passar
sozinho.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Aquele tempo que foi e que vai
E disse aquele poeta amargurado
Que de tanto já desiludido
Bradava com o peito inchado
O acaso por ele sabido
Dizia que o tempo há de chegar
Em que o homem não mais poderá
Tentar a todo momento controlar
O próprio tempo e assim perceberá
Que este mesmo tempo um dia acabará
